Ontem, 19 de
maio, continuamos nossa jornada, mas o nosso diretor não
estava presente, pois teve que ministrar aula de clown na ETDUFPA.
Aula de reposição.
Nossa noite começou com
os exercícios de alongamentos. Puxa pra lá, estica pra cá, faz
massagem no corpo do outro.Tudo conduzido pelo Feijão. É, ele está
indo aos ensaios, mexendo o seu corpo conosco.
Depois dos alongamentos, em
círculo, fizemos a brincadeira do "Cadê o pato". O meu amigo do
lado direito me perguntava "Cadê o pato?" e eu repondia "Que
pato?". Ele dizia "O pato!" e eu " Ah, o pato". Assim vai criando
um jogo em que vamos perguntando uns aos outros e quando num giro
completo se mudava as entonações das perguntas.
Após, nós partimos para uns
exercícios de improvisação, propostos por Adriano e
Alessandra.
1. Em dupla, nós teríamos que criar
uma conversa, sendo que ela sera formulada somente com perguntas e
em torno de um tema.
Exs.:
Cinema
-Tu vais no cinema?
-Tem pipoca?
...
Circo
-Tem ingresso?
-E o mágico?
...
2. A mesma dinâmica, mas em
trio.
3. Em dupla, nós teríamos que
contar/criar uma estória, em torno de um tema, sendo que cada
pessoa ia falando somente uma palavra.
Ex.:
Parque
- Eu
-fui
-ao
-parque
-quando
-vi
-uma
-gata
...
Ainda fizemos um outro
exercício, mas não estou lembrando muito bem o jogo.
O último trabalho do
dia foi a leitura do texto. Pegamos as cenas IV (Harpagon-Sônia,
Elisa-Alessandra e Cleanto-Adriano) e V (Valério-Vinícius,
Elisa-Alessandra e Harpagon-Villella. A leitura foi
feita com movimentações no espaço. Ontem, quem leu a Elisa foi
Alessandra, pois Andrea não esteve presente. E Sônia também
alternou com Marcelo Villella.
Depois da leitura, partimos
para um exercício com Sônia, Alessandra e Adriano proposto no
ensaio anterior pelo Marton: exercício dos pontos fixos (é assim o
nome, Marton?). Cinco pontos ficam marcados no chão a giz e nós
temos que pensar uma trajetória nestes pontos. A criação é
livre, só tivemos como indutor a relação dos personagens. Depois de
pensar nessa trajetória, pensamos que ações estaríamos fazendo
nesses pontos. E assim, depois dessa etapa, nós nos
movimentaríamos, reagindo às ações dos outros personagens. Para
mim, foi meio confuso, me senti perdida.Mas é um exercício para
desconstruir mesmo.
Bem, ontem, quem fez
esse exercício foram Alessandra, Adriano e Sônia. Eles tiveram,
desta vez, como indutor a cena IV. Não que eles deveriam fazer tudo
que estava na cena, mas sim a ideia geral. O que foi
interessante para mim, é que quando eles estavam desenhando as
suas trajetórias, já percebia o encontro, o diálogo dos
personagens. Depois de realizado a trajetória, eles partiram para o
exercício de fato, andando e reagindo um com
relação ao outro.E em cada ponto fixo, eles produziam um
som. Apesar do receio pela ausência do Marton, já que ele
conhece de fato esse exercício, o que eles criaram foi
satisfatório, criaram uma relação e um jogo entre os
personagens.
E assim foi a nossa noite de 19 de
maio de 2009, na Casa da Linguagem.
Bjs
p.s.: slides de fotos dos
improvisos.